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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Capelinha: Professores renomados fazem palestra em Seminário sobre Campus


Evento desta segunda-feira, 27.08, terá palestrantes da UFVJM, UFMG e UNIMONTES
O Seminário sobre Implantação de Campus da UFVJM em Capelinha terá palestrantes renomados no mundo acadêmico de Minas Gerais.
Este evento, organizado pelo Movimento A UFVJM é nossa, tem o objetivo de debater concepção e propostas de estruturação de campus que possam contribuir com o desenvolvimento regional da microrregião, do Vale do Jequitinhonha e do país.
Dois eixos guiam os debates: a estrutura do campus e cursos a serem instalados, com serviços de pesquisa e extensão.

Além do Reitor da UFVJM Pedro Ângelo Almeida Abreu, o Seminário contará com a presença do professor João Valdir Alves de Souza, um dos mais respeitados estudiosos da educação brasileira.
Professor João Valdir Alves de Souza, da UFMG, estudioso da educação no Vale e formação de professores
Ele é natural de Turmalina, no Alto Jequitinhonha. Estudou até a 3ª série do ensino fundamental em turmas multisseriadas na zona rural. Depois, continuou os estudos na sua cidade natal. Jovem de família pobre, mudou-se para Belo Horizonte. Fez graduação em Ciências Sociais pela UFMG, Mestrado em Educação também pela UFMG e Doutorado em Educação pela PUC de São Paulo. Realizou pós-doutorado no Centro de Desenvolvimento Sustentável  da UnB- Universidade de Brasilia. Atualmente é Professor Associado de Sociologia da Educação da Universidade Federal de Minas Gerais e Coordenador do Colegiado Especial de Licenciatura.
Um detalhe esclarecedor: suas teses de mestrado e doutorado foram sobre a educação no Vale do Jequitinhonha.
João Valdir fará uma exposição mostrando a concentração de oferta de ensino superior no centro-sul e a necessidade de implantação do campus, o mais breve possível. Como também fará uma defesa da criação de cursos de licenciatura, mostrando a carência de professores para a educação básica, em geral, e na região, em particular.
Professor Rômulo Barbosa, da UNIMONTES, falará sobre cursos de ciências sociais 
Outro palestrante conceituado é o professor Rômulo Soares Barbosa que é graduado em Ciências Sociais pela UNIMONTES, Mestre e Doutor em Sociologia pela CPDA/UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. É professor do Departamento de Ciências Sociais da UNIMONTES e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da UNIMONTES, em Montes Claros.
O professor Rômulo dissertará sobre os cursos da área de ciências humanas e sociais aplicadas, mostrando a necessidade de formação de profissionais nos cursos de Direito, Administração, Economia, Psicologia, Serviço Social, Comunicação Social e outros. Ele abordará a importância desta área no desenvolvimento sustentável regional.
 
O professor Joerley Barbosa conhece bem o Vale do Jequitinhonha. Natural de Rubim, no Baixo Jequitinhonha, região de Almenara, desenvolve a maioria das suas pesquisas em municípios da região. Ele se formou como Zootecnista, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com Mestrado em Agronomia também pela UFLA e Doutorado e Pós Doutorado em Zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É Professor do Departamento de Zootecnia da UFVJM e atual vice-Diretor da Faculdade de Cências Agrárias  FCA da UFVJM.
Joerley falará da importância de se criar cursos como zootecnia, engenharia florestal, agronomia, engenharia hídrica e outras no campus em Capelinha, para formar profissionais, desenvolver pesquisas e gerar tecnologias que possam explorar o maciço florestal existente, incrementar a agricultura, incentivar a produção em uma região de escassa disponibilidade de água e melhorar o plantel de animais.
    
Seminário sobre implantação de campus da UFVJM em Capelinha
Programação completa:

Data: 27 de agosto de 2012, segunda-feira
Período: 14 às 17:30 horas
Local: Câmara Municipal de Capelinha
            Rua José Pimenta de Figueiredo, n° 5 – Centro
Realização: Movimento A UFVJM é nossa
Apoio: ACIAC - Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Capelinha
             APERAM
             Prefeitura Municipal de Capelinha
             Câmara Municipal de Capelinha 

14:00 H – Abertura
                 Composição de Mesa
                 Apresentação artístico-musical

14:30 H – Palestra
                 “A UFVJM, sua expansão e o campus em Capelinha”
                    Reitor Pedro  Ângelo Almeida Abreu

15:00 H – Palestras
                 Desenvolvimento, vocação regional e ações de um campus                  

“Área de Ciências Agrárias: cursos, pesquisas e projetos de extensão”
Professor Doutor Joerley Moreira
Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Agrárias – FCA da UFVJM

“Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: cursos, pesquisas e projetos de extensão”
Professor Doutor Rômulo Soares Barbosa
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social - PPGDS, da UNIMONTES

“Área de Licenciatura: a necessidade de cursos para formação de professores”
Professor Doutor João Valdir Alves de Souza
Coordenador do Colegiado Especial de Licenciatura da UFMG

16:30 H – Debates

17:30 H -  Coquetel e encerramento 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Capelinha realiza Seminário para debater instalação de campus da UFVJM

Reitor Pedro Ângelo estará presente com engenheiro para inspecionar terreno a ser doado pela APERAM
Seminário será nesta segunda-feira, 27 de agosto, no Auditório da Câmara Municipal

O povo de Capelinha dá mais um passo na concretização do sonho de implantação de um campus da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri na sua cidade. O Movimento A UFVJM é nossa! organiza um Seminário sobre Implantação de Campus em Capelinha, na próxima segunda-feira, 27 de agosto, de 14 às 17:30 horas, no Auditório da Câmara Municipal.
O evento tem o objetivo de debater a concepção de campus universitário, sua estrutura, financiamento, cronograma de execução e os impactos que tal projeto pode ter no impulso do desenvolvimento local e regional. 
Estão sendo convidados representantes de 24 municípios da microrregião de Capelinha. Espera-se a participação de 150 pessoas, entre professores, estudantes, empresários, técnicos, representantes políticos, lideranças de todos os segmentos sociais.
Dois temas básicos nortearão os debates: os cursos que a população da região demanda de acordo com sua vocação, as áreas de pesquisa e extensão, e a área física necessária para a estruturação do campus.
Reitor da UFVJM Pedro Ângelo Almeida Abreu 

Estarão presentes o Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo Almeida Abreu, o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Alexandre Christhófaro Silva e engenheiro Alessandro de Oliveira Alves, além de palestrantes.
Uma Comissão Municipal do Campus vem debatendo a vocação regional e as demandas que se apresentam. Duas áreas têm sido destaques: Ciências Agrárias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Os cursos que sempre vêm à discussão são os de Engenharia Florestal, Agronomia, Direito, Administração, Psicologia, Serviço Social e Comunicação Social. Porém, outras opções vem sendo ventiladas como Economia, Ciências Contábeis e Licenciatura em Física, Química e Matemática.
A área física do campus terá de 80 a 100 hectares se for definido cursos de Ciências Agrárias devido à necessidade de estruturação de fazenda experimental. Cinco hectares  serão destinados à moradia estudantil.
Duas áreas disponibilizadas pela APERAM são colocadas como opções. Uma é próxima à Torre, ao Ninho da Águia, Estádio do Independente, na região do bairro Aparecida e Vista Alegre. A outra é próxima ao Anel Rodoviário, na rodovia, no trevo de Novo Cruzeiro e saída para Minas Novas e Turmalina.
Antes do Seminário, haverá uma reunião prévia na APERAM  com o Reitor Pedro Ângelo, do Diretor da empresa Paulo Sadi, representantes da ACIAC – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha e membros do Movimento A UFVJM é nossa! Logo após, as áreas serão vistoriadas pelo Reitor, pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Alexandre Christhófaro Silva e engenheiro Alessandro de Oliveira Alves, representantes da UFVJM.
Nos próximos meses, a Reitoria da UFVJM publicará uma Chamada Pública para doação oficial à Universidade de uma área física para instalação de campus em Capelinha.
Após o Seminário, será elaborado um documento com os resultados dos debates, sugestões e propostas. Outros eventos como Seminários e Audiência Pública poderão acontecer até a elaboração de um Projeto de Campus em Capelinha a ser apresentado pela UFVJM à SESU – Secretaria de Educação Superior do MEC- Ministério da Educação. Este projeto conterá a concepção do campus, cursos a serem instalados, recursos financeiros, materiais e humanos.
A proposta de instalação de um campus com 7 cursos necessitará de recursos financeiros por volta de R$ 70 milhões até a estruturação final do campus. Serão cerca de 100 professores e 150 técnico-administrativos.

Serviço
Seminário sobre Campus da UFVJM em Capelinha

Data: 27 de agosto de 2012

Duração: 14 às 17:30 horas

Local: Câmara Municipal de Capelinha
           Rua José Pimenta, n° 05 – Centro

Mais informações: (33) 9126-3177 ou (33) 8877-5943, com Álbano;  9129-5211, com José Carlos Machado; ou (33) 9199-9456, com Elida.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A fórmula nada secreta das escolas campeãs


Antônio Costa/Gazeta do Povo
Antônio Costa/Gazeta do Povo / A baixa rotatividade de professores é uma das medidas adotadas na Escola Municipal São Luiz, de CuritibaA baixa rotatividade de professores é uma das medidas adotadas na Escola Municipal São Luiz, de Curitiba
EDUCAÇÃO

Não existe milagre. As escolas com as melhores notas no Ideb 2011 têm receitas simples como disciplina e diretores comprometidos

Publicado em 19/08/2012 | ANNA SIMAS E DENISE PARO, DA SUCURSAL DE FOZ
O segredo do sucesso das escolas que tiveram as melhores colocações no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 não se trata de nenhuma inovação educacional ou tecnológica. Pelo contrário. Todas seguem um modelo tradicional de organização, disciplina e cobrança de resultado, uma fórmula que pode ser aplicada em qualquer lugar, sem mistério.
Para que esse modelo funcione, o primeiro passo é uma boa gestão. Diretores comprometidos e rigorosos são capazes de transformar o espaço escolar e conquistar bons resultados. Na Escola Estadual Ângelo Trevisan, de Curitiba, – 3.º lugar do Paraná nos anos finais do ensino fundamental, com nota 6,1 – a diretora Gorete Stival Paula cobra a participação dos pais na educação dos filhos.
Check list
Ao visitar uma escola, esteja atento a características que ajudam as instituições a alcançarem ótima colocação no Ideb:
• Disciplina.
• Aula de reforço em contraturno em todos os bimestres.
• Limpeza e organização do espaço físico.
• Valorização do professor, incentivando que ele trabalhe por muitos anos na mesma escola.
• Participação dos pais nas reuniões bimestrais.
• Turmas pequenas, o que possibilita o professor dar atenção igual a todos os alunos.
• Diretores comprometidos e exigentes.
• Planejamento pedagógico seguido à risca.
• Recurso da APMF para a compra de materiais que faltam.
• Atividades extracurriculares que complementam assuntos vistos em sala.
• Colaboração da comunidade, como a liberação de espaços que faltam nas escolas, a exemplo de quadras de esporte e salão de eventos.
Valorização
A valorização do professor e o reconhecimento do seu trabalho fazem com que ele se sinta motivado a continuar os estudos e aprimorar o currículo. No Colégio Militar de Curitiba, por exemplo, 63% dos docentes civis têm mestrado, sendo que parte deles tem dedicação exclusiva. Já em Foz do Iguaçu, os professores de todas as escolas da rede municipal recebem 14º salário quando a instituição em que trabalham atinge uma meta estabelecida para o Ideb. Dependendo do resultado, até um 15º salário pode ser incorporado.

Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Christian Rizzi/Gazeta do Povo / Turmas da Escola Municipal Santa Rita de Cássia, de Foz, têm dois professores em salaAmpliar imagem
Turmas da Escola Municipal Santa Rita de Cássia, de Foz, têm dois professores em sala
Ela chega a fazer mais de quatro sessões de uma mesma reunião até que todos os pais compareçam. “Faço assim [convoca quantas reuniões for preciso] até que todos venham e conversem com as professoras para saber como seu filho está na escola”, comenta.
Na Escola Municipal Pre­sidente Pedrosa – nota 7,5 nos anos iniciais do ensino fundamental (mesmo desempenho de outros oito colégios do estado), 1.ª de Curitiba e 12.ª do Paraná –, a cobrança é semelhante, só que com os professores. As diretoras Rosângela de Jesus Narciso e Viviane de Fátima Estegues exigem que todos sigam à risca o planejamento pedagógico elaborado semanalmente. Lá, tudo é pré-avaliado, desde as tarefas de casa até o livro a ser lido por um contador na biblioteca. Essa metodologia contribuiu para que a nota saltasse 2,1 pontos em seis anos.
Um dos problemas apontados pela superintendente da Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Meroujy Giacomassi Cavet, para o baixo desempenho de uma escola é a alta rotatividade de professores. Na maioria dos colégios que se destacou no Ideb no Paraná, isso é algo bem longe de ocorrer. O quadro efetivo de docentes permite que eles tenham maior comprometimento com a proposta pedagógica e, com isso, possam acompanhar de perto o desempenho de cada estudante.
Essa supervisão, aliada à vontade do professor de estar em sala e ensinar, resulta em qualidade. “Aqui, o profissional cumpre o seu papel. Cobra tarefa, dá aula de reforço, conversa com a família do aluno e pede que ela, em casa, acompanhe as atividades do filho”, conta a diretora da Escola Municipal São Luiz, Simone da Cunha, que também teve nota 7,5 e divide colocação com a Presidente Pedrosa.
Equipe multidisciplinar
Nas escolas Santa Rita de Cássia, João Paulo I e Benedicto Cordeiro, de Foz do Iguaçu – que ficaram entre as dez melhores do Brasil, entre 51.809 colégios de anos iniciais –, além das aulas de reforço e das turmas reduzidas, os alunos são acompanhados por uma equipe de fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais.
Na campeã nacional do Ideb, a Escola Santa Rita de Cássia, alunos do 5.º ano têm duas professoras, em vez de uma. Cada profissional trabalha com as disciplinas que mais tem afinidade. A experiência, em prática desde 2007, tornou-se um diferencial porque possibilita ao aluno interagir com diferentes abordagens. “Os estudantes dialogam com dois professores e isso estimula o conhecimento. Às vezes, eles se cansam de ouvir um só”, diz a professora Leda Márcia Dias Dal Lin, responsável pelas disciplinas de Português e Ciências.
Espaço conservado: um bom começo
Uma escola bem conservada, sem pichações e sem carteiras e janelas quebradas faz toda a diferença no desempenho do aluno. Das oito escolas visitadas pela reportagem, em Curitiba e Foz do Iguaçu, todas são exemplos de que – mesmo com estrutura antiga, mas limpa e organizada, e sem recursos para comprar equipamentos modernos – é possível deixar o local confortável e acolhedor para os estudantes.
O consultor educacional Renato Casagrande explica que esse fator reflete na forma como os alunos enxergam o lugar em que estudam e gera respeito tanto pelo ambiente como pelo responsável por ele, que é a figura do diretor.
Porém, nem sempre o recurso destinado pelo governo dá conta de suprir todas as necessidades. É aí que entra, mais uma vez, a família. Boa parte do que as escolas gastam com material de limpeza e de papelaria é proveniente de recursos da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). Na última festa junina da Ângelo Trevisan, por exemplo, a associação arrecadou R$ 47 mil, dinheiro usado na escola ao longo do ano.
O tamanho da escola também afeta o desempenho de alunos e professores. As três campeãs de Foz são pequenas e contam com no máximo 30 alunos em cada sala, modelo que recebe elogios da professora do setor de Educação da UFPR Araci Asinelli da Luz. “Não tem como você fazer vínculos e dar um atendimento personalizado em uma sala com 50 alunos”, diz.
Aliadas ao ambiente estruturado, todas essas escolas provam ainda que a disciplina não é coisa do passado. Em todas, diretores e professores estão preocupados em manter o local sem bagunça e fazer o aluno respeitar e obedecer ao professor, seja no cumprimento das tarefas ou na postura no pátio e em sala.
Contribuição enviada pelo Alexandre Macedo, do Movimento Muda Capelinha. Ele é Assistente Social e trabalha em Curitiba- Paraná.

Reitor da UFVJM visita Araçuaí e fala sobre campus

TV Araçuaí: Professor Pedro Ângelo, Reitor da UFVJM, e o campus em Araçuaí, em 17.08.2012 .
Clique na imagem para ver o video:

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pequenos municípios do Vale se destacam no IDEB 2011

A pequena Leme do Prado, no Alto Jequitinhonha, leva o primeiro lugar na 4ª série/5ºano e 8ª série/9º ano, com maiores médias de Minas e do País  
Municípios polo como Araçuaí e Almenara, sedes de Superintendência Regional de Ensino, decepcionam e não alcançam meta do MEC
Diamantina, o berço do saber escolar tradicional, ficou em 29º lugar na 4ª série/5ºano e em 35º lugar com as notas da 8ª série/9ºano 
Os municípios do Vale do Jequitinhonha conseguiram um bom resultado no IDEB 2011, segundo as notas divulgadas pelo Ministério da Educação, no dia 14 de agosto, terça-feira. Quase todos os municípios melhoraram as suas notas em relação ao IDEB de 2009. Esta avaliação é realizada de dois em dois anos.
Os pequenos municípios se destacaram, principalmente Leme do Prado, no Alto Jequitinhonha, que  ficou em primeiro lugar entre 64 municípios do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais. As escolas deste município de apenas 4.814 habitantes (IBGE, 2010), vizinho a Minas Novas e Turmalina, tiveram um desempenho de destaque nacional. A Escola Estadual Santos Barroso obteve uma das maiores notas do país: 7,2. 

Outros destaques dos pequenos municípios foram para Francisco Badaró e Gouveia que obtiveram 6,3 na 4ª série/5º ano. Na 8ª série/9º ano, Gouveia ficou em primeiro lugar junto com Leme do Prado, com 5,3. Francisco Badaró obteve 4,8, ficando em 8º lugar. Turmalina obteve 6,8 na 4ª série ficando em 2º lugar. Na 8ª série, ficou em 7º lugar com 4,8.
Mais destaques: Novorizonte, com as notas de 6,7 e 4,8; Angelândia com 6,2,  Aricanduva e Rio do Prado 6,0, na 4ª série.  Na 8ª série/9º ano, José Gonçalves de Minas  com 5,3 e Felisburgo com 5,0,  também brilharam.   

As grandes decepções foram os municípios-polo da região: Diamantina, Araçuaí e Almenara.
Diamantina é o nosso berço histórico da educação tradicional da região, com o Colégio Nossa Senhora das Dores, Colégio Militar e UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E ainda vai receber um IFET - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. É sede de Superintendência Regional de Ensino - SRE. 
As escolas do município alcançaram a média de 5,6 na 4ª série/5º ano, ficando em 29º lugar entre os municípios do Vale. Na 8ª série/9º ano obteve apenas 4,2, o limite da meta estipulada pelo MEC. Ficou em 35º lugar entre 64 municípios do Vale.  

Araçuaí e Almenara levaram notas vermelhas nas notas alcançadas no IDEB 2011. Elas não alcançaram as metas estabelecidas pelo MEC: obter o mínimo de 4,2 na 4ª série e 5,5 na 8ª série.

Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, é sede de Superintendência Regional de Ensino, o tradicional Colégio Nazareth e escolas particulares bem avaliadas. Possui o IFET e vai instalar um campus da UFVJM. As escolas do município obtiveram 5,3 na 4ª série, ficando em 44º lugar entre os municípios do Vale. Na 8ª série, obteve 4,0 ficando em 42º lugar no ranking do Vale.

Almenara, no Baixo Jequitinhonha, foi outra decepção. A cidade tem um IFET, é sede de uma SRE e também receberá um campus da UFVJM. Almenara ficou ainda pior que Araçuaí. Obteve 5,0 na 4ª série, ficando em 50º lugar no Vale. Na 8ª série, obteve 3,8 ficando no 55º lugar, entre os últimos do Vale do Jequitinhonha. 
Embora o IDEB seja um indicador questionável ele é o principal referencial de medição de eficácia e eficiência das escolas da Educação Básica no Brasil.

As escolas precisam analisar os seus resultados e debater com os gestores, Superintendência e Secretarias Municipais de Educação, quais são os entraves de educação e quais as possíveis alternativas para alcançar resultados melhores.
A primeira medida seria conhecer as experiências exitosas das escolas dos municípios que obtiveram bons resultados. Depois, procurar refletir sobre os processos, metodologias e ações pedagógicas praticadas nas suas escolas, para elaborar um planejamento que possibilite alcançar melhores resultados. 
RANKING DO  IDEB 2011 – MUNICÍPIOS DO VALE DO JEQUITINHONHA
NORDESTE DE MINAS GERAIS
NOTAS IDEB 4ª SÉRIE /5º ANO - 2011

NOTAS IDEB 8ª SÉRIE/9º ANO - 2011
MUNICÍPIO
NOTA

MUNICÍPIO
NOTA
01
Leme do Prado
7,2

01
Leme do Prado
5,3
02
Turmalina
6,8

02
Gouveia
5,3
03
Novorizonte
6,7

03
José Gonçalves de Minas
5,3
04
Itamarandiba
6.5

04
Felisburgo
5,0
05
Capelinha
6,4

05
Malacacheta
4,9
06
Francisco Badaró
6,3

06
Itamarandiba
4,9
07
Gouveia
6,3

07
Turmalina
4,8
08
Angelândia
6,2

08
Francisco Badaró
4,8
09
Novo Cruzeiro
6,1

09
Novorizonte
4,8
10
Rio do Prado
6,0

10
Capelinha
4,7
11
Aricanduva
6,0

11
Berilo
4,7
12
Taiobeiras
6,0

12
Itinga
4,7
13
Veredinha
5,9

13
Jequitinhonha
4,7
14
Bocaiúva
5,9

14
Minas Novas
4,7
15
Virgem da Lapa
5,9

15
Datas
4,6
16
Botumirim
5,9

16
Veredinha
4,6
17
Grão Mogol
5,8

17
Setubinha
4,6
18
Minas Novas
5,8

18
Felício dos Santos
4,5
19
Olhos DÁgua
5,8

19
São Gonçalo do Rio Preto
4,5
20
Salinas
5,8

20
Aricanduva
4,4
21
Setubinha
5,8

21
Botumirim
4,4
22
Itinga
5,7

22
Couto Magalhães de Minas
4,4
23
José Gonçalves de Minas
5,7

23
Olhos DÁgua
4,4
24
Couto Magalhães de Minas
5,7

24
Salinas
4,4
25
Malacacheta
5,7

25
Serro
4,4
26
Berilo
5,6

26
Taiobeiras
4,4
27
Cachoeira do Pajeú
5,6

27
Cachoeira do Pajeú
4,3
28
Franciscopolis
5,6

28
Franciscópolis

4,3
29
Diamantina
5,6

29
Grão Mogol
4,3
30
Monte Formoso
5,5

30
Senador Modestino Gonçalves
4,3
31
Datas
5,4

31
Cristália
4,2
32
Bandeira
5,4

32
Jenipapo de Minas
4,2
33
Jordânia
5,4

33
Rubim
4,2
34
Rubim
5,4

34
Virgem da Lapa
4,2
35
São Gonçalo do Rio Preto
5,4

35
Diamantina
4,2
36
Senador Modestino Gonçalves
5,4

36
Águas Vermelhas
4,1
37
Felisburgo
5,4

37
Angelândia
4,1
38
Caraí
5,3

38
Bandeira
4,1
39
Coronel Murta
5,3

39
Itaobim
4,1
40
Itaobim
5,3

40
Joaíma
4,1
41
Jenipapo de Minas
5,3

41
Bocaiúva
4,1
42
Pedra Azul
5,3

42
Araçuaí
4,0
43
Rubelita
5,3

43
Chapada do Norte
4,0
44
Araçuaí
5,3

44
Josenópolis
3,9
45
Chapada do Norte
5,2

45
Jacinto
3,9
46
Jequitinhonha
5,2

46
Jordânia
3,9
47
Padre Paraíso
5,1

47
Novo Cruzeiro
3,9
48
Santa Cruz de Salinas
5,1

48
Padre Paraíso
3,9
49
Divisa Alegre
5,0

49
Pedra Azul
3,9
50
Almenara
5,0

50
Rio do Prado
3,9
51
Josenópolis
5,0

51
Coronel Murta
3,8
52
Ponto dos Volantes
5,0

52
Comercinho
3,8
53
Santa Maria do Salto
5,0

53
Santo Antônio  do Jacinto
3,8
54
Serro
5,0

54
Caraí
3,8
55
Águas Vermelhas
4,9

55
Almenara
3,8
56
Comercinho
4,8

56
Ponto dos Volantes
3,7
57
Divisópolis
4,8

57
Rubelita
3,7
58
Felício dos Santos
4,8

58
Santa Cruz de Salinas
3,7
59
Mata Verde
4,8

59
Divisa Alegre
3,6
60
Cristália
4,6

60
Salto da Divisa
3,6
61
Jacinto
4,5

61
Mata Verde
3,5
62
Salto da Divisa
4,5

62
Palmópolis
3,4
63
Santo Antônio do Jacinto
4,5

63
Santa Maria do Salto
3,4
64
Palmópolis
4,3

64
Divisópolis
3,2
* As notas em vermelho não alcançaram a meta estabelecida pelo Ministério de Educação, no IDEB de 2011: 5,5 para a 4ª série/5º ano e 4,2 para a 8ª série/9º ano. 
Fonte: MEC – INEP, http://ideb.inep.gov.br/resultado/
Tabela elaborada por Albano  Silveira Machado , do Blog do Banu, em  agosto de 2012